Luiz - AlphaPlus
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20/11/2008 10:31

Reinold Stephanes não gosta do Protógenes Queirós. Por quê?

Para quem leu a CARTA CAPITAL desta semana, viu toda a promiscuidade do Ministro Gilmar Mendes e toda a rede de intrigas infiltrada no governo.

Lá no artigo da CC, há um comentário sobre o Gilmar Mendes levar o Ministro Reinold Stephanes para Diamantino (MT), terra dos Mendes, para apoio na eleição do sucessor do irmão de Gilmar, Chico Mendes.

Pena que esse artigo da CC não está na internet e está somente na versão impressa.
Dá até vontade de transcrever alguns trechos do artigo.
Mas, isso fica para outra hora.

O mais importante é o que saiu hoje no jornal Gazeta do Povo, da RPC do Paraná, afiliada da Rede Globo.
Lá há um artigo onde aparece o mesmo ministro Reinold Stephanes com o seguinte texto:

"O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes (PMDB), disse ontem que o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, “deveria estar na cadeia” e não poderia ser um policial.

As declarações de Stephanes foram uma resposta às acusações feitas pelo delegado de que o ministro teria pago a fiança de um “laranja” paraguaio, detido com uma mala contendo R$ 5 milhões que seriam depositados em um conta CC-5. Essas contas convertiam reais em dólares e depois o dinheiro seguia para paraísos fiscais. Na ocasião, o atual ministro respondia como presidente do Banestado.

“Essa é uma história surrealista, maluca e irresponsável. Um banco não pode pagar uma fiança de um terceiro. Se eu tivesse feito isso, estaria respondendo a um inquérito no Banco Central. Nos últimos 20 anos, quem administrou o banco responde no BC, menos eu”, afirmou Reinhod Stephanes, em entrevista à rádio Band News FM. Segundo ele, havia ainda 12 auditores no Banestado que teriam percebido se tivesse ocorrido algo ilegal, pois o banco estava sendo saneado.

O ministro explicou que na época um funcionário de uma agência do Banestado no Paraguai, responsável pelo transporte de malotes diários entre o país vizinho e o Brasil, foi preso por engano. O garoto era menor de idade. “O juiz arbitrou um valor elevado para a fiança. Devido à situação, o banco depositou o dinheiro. Quando o rapaz foi liberado, a quantia foi devolvida”, disse Stephanes, sem saber ao certo se o valor era de R$ 500 mil. “Esse era um problema da área jurídica do banco.”

“Os brasileiros que compravam no Paraguai pagavam com cheques, que eram compensados no Brasil. Era um malote diário. Era isso que o menino transportava (cheques). A notícia dada por esse delegado da PF é inconsistente. Mas qualquer maluco pode dizer qualquer coisa”, afirmou Stephanes."


Essa afirmação mostra o quanto o ministro tem o rabo preso com todo um passado de falcatruas, envolvimentos com escândalos e com pessoas como o Daniel Dantas e Gilmar Mendes.

Percebe-se claramente que a MÁFIA está instalada no BRASIL.
Até o momento. ainda não bem definido que é o cabeça dessa máfia.
Muitos diriam que é o próprio DD.

Eu, entretanto, acredito que o próprio DD não passa de uma ferramenta, de um laranja, que esconde algo muito maior ee poder internacional.

enviada por Luiz - AlphaPlus



14/10/2008 10:32

DEMOCRACIA DO TEMPO DO IMPÉRIO


Democracia é uma coisa muito engraçada.

Cada um faz a sua e diz que é a melhor que existe.

A maior democracia do mundo, a americana, deve ser a maior por causa do tamanho da população do país, mas não tem eleições diretas para presidente.

Ou seja, é uma democracia que, na opinião deles, funciona e ficam felizes.

Eu já acho que a democracia brasileira é muito interessante e mais completa.

Talvez existam algumas falhas, mas a presença do LULA na presidência é prova de que ela realmente reflete o desejo do povo.

A principal falha que existe no Brasil, em minha modesta opinião, é a existência de cargos públicos que não são eleitos pelo voto direto, que são alocados por indicação do presidente, dos governadores ou dos prefeitos.

Cito aqui, como pricnipal exemplo de falta de democracia, a existência dos cargos vitalícios do judiciário.

O Judiciário no Brasil é um poder paralelo, que somente responde a seus próprios interesses, favorecendo a quem lhe interessar, nunca pensando na comunidade.

O Dr. Gilmar Mendes, escolhido para ocupar uma das cadeiras do STF no apagar das luzes da dinastia FHC, é um exemplo de "mal-caratismo" que não se tem poder para combater.

Se você leu o texto anterior, você entenderá o que eu disse.

Nós somos todos manipulados pela GLOBO a pensar que o STF está sendo enganados pelo Lula, fazendo com que o nobre Gilmarzinho seja a vítima injustiçada de um "governo corrupto e ditatorial".
Frase entre aspas muito usada pelos DEM e PSDB para falar do governo Lula.

Mas, e a ditadura midiática?

Somente os amigos do DEM e PSDB são os bonzinhos e os outros são maléficos?

Agora mesmo, nas eleições para as prefeituras, vimos o uso da mídia em favor dos amiguinhos do DEM e PSDB.

Aqui em Curitiba, a RPC deixou de mostrar o último debate porque o candidato da preferência deles não estaria presente.
Essa foi a estratégia usada pela RPC.
Já que ele não vai porque não interessa, a RPC, representante da GLOBO, também não apresenta os outros candidatos.

Eles nunca agiram assim.

Nas eleições para o Governo, há 2 anos, o candidato que estava na frente era o Roberto Requião, que tem enormes desavenças com a RPC.

Ele também deixou de ir a um dos debates a a RPC não poupou sua imagem. Ao contrário, usou essa sua "falta" como argumento para atacar ainda mais o Requião.

Essa desavença é antiga, porque o Requião cortou as verbas para publicidade e gastou na montagem de uma TV estatal.

A RPC aproveitou para atacar o Requiã, dizendo que ele estava usando a TV pública para propaganda pessoal.

Claro que é propaganda pessoal.

Para a própria RPC, pagar para as redes de TV para passar essa propaganda não é errado, mesmo que o dinheiro saia dos cofres públicos.

Mas, se passa na TV pública do governo, é errado.

Essa é a democracia em que vivemos.

Ainda, eu acho que os ministros do STF deveriam ter cargos temporários, definidos por voto, assim como os delegados de polícia e os juizes deveriam ser eleitos pelo voto direto, com cargos temporários.

Não seria, assim, uma democracia mais completa?

O que vemos hoje é que eles se acham onipontentes donos da lei, acima até do presidente, porque este tem cargo temporário.

Eles se acham ACIMA da lei, quando se acham no direito de julgar e não serem julgados.

Temos de unir nossas forças e derrubar esses GILMAR MENDES de seus tronos.

A CARTA CAPITAL está fazendo seu papel.

Agora, só falta fazer com que as outras revistas e redes de TV façam sua parte.

Não estou pedindo que elas mintam em favor do Lula ou de qualquer político do PT.

Só gostaria que eles mostrassem REALMENTE a verdades dos dois lados.

Se há corrupção, mostre-as e comprove-as, não importando de qual lado seja, se situacionista ou oposicionista.

A verdade DEVE sempre ser mostrada, de forma imparcial, sem paixões ou interesses pessoais.

A VERDADE.

É A ÚNICA COISA QUE PEDIMOS.

ESTAMOS DE OLHO.
enviada por Luiz - AlphaPlus



13/10/2008 13:40

CARTA CAPITAL - ESSA SIM É UMA REVISTA DIGNA

Fiz assinatura da revista CARTA CAPITAL.
Agora, só falta convencer minhas esposa a ler essa revista, além da VEJA, que ela é assinante".
É o primeiro passo para a democratização da informação.

Por isso, sinto-me no direito de copiar e colar um texto que li no site da CARTA CAPITAL.
Esse texto tem o título "O Empresário Gilmar" , escrito por Filipe Coutinho e Phydia de Atahyde e fala das mutretas que o famoso presidente do STF, Gilmar Mendes, está envolvido.

Esse artigo foi publicado na revista da semana passada.

É um texto longo, mas vale a pena gastar um tempinho com ele.
Leia-o e depois conversamos.

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O empresário Gilmar (06/10/2008 19:55:56)

Desde que veio à tona a história do suposto grampo de uma conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, galvanizou os anseios de uma parte da sociedade que enxerga nos ministros de tribunais superiores a chance de controlar o poder negado nas urnas em eleições recentes. Como “vítima” de uma interceptação ilegal até agora não comprovada, Mendes acabou alçado à condição de paladino do Estado de Direito, dos valores republicanos e, por que não, da moralidade pública.

O episódio exacerbou uma tendência crescente do STF, a de interferir além dos limites de sua atribuição na vida dos demais poderes. Coube a Mendes chegar ao extremo, quando chamou “às falas” o presidente da República por conta da mal-ajambrada denúncia do tal grampo. O Congresso, a Polícia Federal, os juízes de primeira instância, o Ministério Público, ninguém escapa da fúria fiscalizadora do magistrado que ocupa o principal cargo do Poder Judiciário no Brasil.

Quem tem a pretensão e o pendor para “varão de Plutarco”, presume-se, segue à risca na vida particular os padrões morais que prega aos concidadãos. Não parece ser este o caso de Mendes. A começar pela sua participação no controle acionário do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Há de cara um conflito ético, ainda que as regras da magistratura não sejam claras o suficiente sobre a permissão de juízes possuírem negócios. Criado em 1998, o IDP organiza palestras, seminários e treinamento de pessoal, além de oferecer cursos superiores de graduação e pós-graduação. Entre 2000 e 2008, faturou cerca de 2,4 milhões de reais em contratos com órgãos ligados ao governo federal, todos firmados sem licitação. No quadro de professores contratados pelo instituto figuram ministros de Estado e dos tribunais superiores, e advogados renomados, vários deles defendendo clientes com ações que tramitam no STF presidido por Mendes.

A Lei Orgânica da Magistratura deixa dúvidas sobre os limites da atuação de juízes além dos tribunais. O parágrafo 2º do artigo 36 diz ser vedado exercer cargo de direção ou técnico de sociedade civil, caso do IDP, mas nada diz sobre possuir ações ou cotas do empreendimento. Magistrados mais antigos sempre interpretaram que a lei só permite ao juiz dar aulas remuneradas, nada mais. A visão tem mudado. Estudiosos do Direito como David Teixeira de Azevedo, professor da Universidade de São Paulo, e Dalmo Dallari, professor aposentado da USP, afirmam que não há nada na legislação que proíba expressamente a participação societária em empresas privadas. “É preciso ver, porém, se o juiz se valeu de sua condição para obter qualquer tipo de benefício.”

O que se pode dizer do IDP é que gravitam ao seu redor nomes de peso da República. O corpo docente é formado por 87 professores, entre eles dois ministros do governo Lula, Nelson Jobim (Defesa) e Jorge Hage (Controladoria-Geral da União). Eventualmente dão palestra no instituto, José Antonio Toffoli, advogado-geral da União, e Mangabeira Unger, do Planejamento Estratégico. Unger, por exemplo, esteve lá na quinta-feira 2, na abertura do 11º Congresso Brasiliense de Direito Constitucional.

Vários dos colegas de tribunal também são docentes do instituto: Carlos Alberto Direito, Carlos Ayres Britto, Carmem Lúcia Rocha, Eros Grau e Marco Aurélio Mello. Há ainda diversos titulares do Superior Tribunal de Justiça.

O presidente do STF tem dois sócios na escola. Um deles é o procurador regional da República Paulo Gustavo Gonet Branco, o outro, o advogado Inocêncio Mártires Coelho, último procurador-geral da República da ditadura, nomeado pelo general-presidente João Baptista Figueiredo, em junho de 1981. De acordo com a Junta Comercial do DF, cada sócio desembolsou 402 mil reais, num total de 1,2 milhão de reais, para fundar o IDP.

O investimento parece ter dado frutos. O IDP mantém, por exemplo, contrato com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atualmente presidido por Carlos Ayres Britto, que substituiu na função Marco Aurélio Mello. Já o faturamento em contratos com a União cresceu após Mendes ter sido nomeado ministro do Supremo. De 2003 para cá, o valor somou 1,6 milhão de reais, segundo dados disponíveis no site Contas Abertas (www.contasabertas.com.br). O mês de setembro foi particularmente pródigo: 350 mil reais em convênios. Todos, repita-se, firmados sem licitação.

No Portal da Transparência da CGU, mantido pelo governo federal, há dados interessantes sobre os contratos do instituto. Dentro das guias de pagamento do portal, aparece um acordo com a Receita Federal até para trabalho aduaneiro. O Ministério da Defesa – de Jobim – pagou 55 mil reais ao instituto, e a CGU, 15 mil reais.

Têm sido comuns também contratos com a Força Aérea Brasileira. Tanto interesse da FAB nas consultorias do instituto do ministro Gilmar Mendes tem uma razão de ser. O diretor-geral do IDP é um experiente coronel da reserva da Aeronáutica, Luiz Fernandes de Oliveira, segundo ele mesmo, com carta-branca dos sócios para fazer tudo, “menos fechar o IDP”. Aviador por formação, com cursos de administração pública na Fundação Getulio Vargas e de Ciências Políticas Militares, no Exército, o coronel Fernandes é um velho conhecido do brigadeiro Juniti Saito, com quem trabalhou na FAB. Bem articulado, o diretor-geral fechou bons contratos para o IDP, e não somente na Aeronáutica.

Os valores recebidos da União pelo IDP, em 2008, devem-se, sobretudo, a três contratos firmados com o Senado Federal, o STJ e a Receita Federal. Do Senado, o instituto do ministro Mendes recebeu 125 mil reais, para ministrar um curso de Direito Constitucional para “consultores e demais servidores” da Casa. No STJ, o curso é de Direito Tributário, voltado para servidores lotados em gabinetes de ministros, ao custo de 88,2 mil reais. E, finalmente, da Receita Federal o IDP recebeu 117,9 mil reais para também aplicar um curso de Direito Tributário a funcionários do órgão.

Pelo Portal da Transparência é possível saber que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional contratou o IDP para gerir o programa de “Recuperação de Créditos e Defesa da Fazenda Nacional”, por 11 mil reais. O interessante é que, entre os professores do IDP, há três procuradores da Fazenda Nacional: Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy, José Levi Mello do Amaral Júnior e Rodrigo Pereira de Mello.

Há mais. Em 2006, a Receita Federal pagou 16 mil reais ao IDP na rubrica “Administração do Programa” e “Arrecadação Tributária e Aduaneira” do Aeroporto de Brasília. Segundo a assessoria do órgão, a Receita pagou curso de pós-graduação em Direito Tributário a servidores. Na mesma linha, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do MEC pagou 58 mil reais ao IDP para “Controle e Inspeção da Arrecadação do Salário-educação e sua Regular Aplicação”, dentro do programa de Gestão da Política de Educação.

Os cursos oferecidos pelo IDP também foram contratados pela Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), que pagou 690 mil reais para oferecer a 92 procuradores do DF pós-graduação em Direito Público, entre março de 2006 e junho de 2007. Assim como nos outros contratos, a licitação foi considerada “inexigível”.

No período em que Jobim presidiu o STF, entre 2005 e 2006, o tribunal gastou quase 50 mil reais em cursos e eventos oferecidos pelo instituto de Mendes, tudo sem licitação, na modalidade “inexigível”, ou seja, a partir do pressuposto de não haver outra entidade capaz de prestar serviços semelhantes. De fato, ao congregar quase uma centena de advogados, ministros, promotores, juízes, auditores, procuradores e auditores no corpo docente do IDP, Gilmar Mendes praticamente anulou a possibilidade de surgirem outras instituições capazes de prestar os mesmos serviços em Brasília.

Em 2006, reportagem do jornal O Globo denunciou uma das relações estranhas do IDP com o STF. Então presidente interino do Supremo (a titular, Ellen Gracie Northfleet, estava de licença médica), a única saída de Mendes foi transformar em “bolsa de estudos” um empenho de 3,6 mil reais referente a um curso de mestrado em Ações Constitucionais ministrado pelo IDP a três funcionários do Supremo. Ao se justificar, o ministro alegou não ter havido irregularidade porque cabia aos servidores escolher o curso e a escola onde pretendiam fazer as especializações. Só se esqueceu de dizer que, como o IDP tem o monopólio desses cursos em Brasília, o instituto não só foi o escolhido como, claro, caiu na modalidade “inexigível” de licitação.

Ainda assim, as poucas tentativas de impedir o presidente do STF de usar de influência para conseguir contratos no governo, até hoje, foram em vão. A primeira delas ocorreu em abril de 2002, pouco antes de ele ser nomeado ao STF, quando o Ministério Público Federal instaurou uma ação de improbidade administrativa justamente por Mendes ter contratado o IDP para dar cursos no órgão do qual era o principal dirigente, a Advocacia-Geral da União. No STF, onde o caso foi parar, a ministra Ellen Gracie (indicada por Jobim, referendada por FHC) decidiu pelo arquivamento da ação. O Supremo nem sequer analisou um recurso do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, contra a decisão.

A sede do IDP é um amplo prédio de quatro andares, onde, segundo o site do instituto, há 22 salas de aula “amplas e confortáveis”, uma biblioteca informatizada (não é verdade), um foyer para realização de eventos acadêmicos, um auditório com capacidade para 240 espectadores (ainda em construção) e estacionamentos interno e externo (neste caso, trata-se das ruas ao redor da escola). Na fachada do edifício há uma placa na qual se lê: “Empreendimento financiado com recursos do Fundo Constitucional do Centro Oeste – FCO”. Trata-se de dinheiro gerenciado pelo Banco do Brasil, a partir de um contrato fechado durante um churrasco na laje do IDP, em 2006, quando o prédio ainda não estava pronto.

Antes, um pouco de história. O IDP começou a funcionar, em 1998, na casa do ex-procurador-geral Inocêncio Coelho, no Lago Sul, uma área de casarões em Brasília. As aulas ocorriam em uma só sala, mas, com o aumento da procura pelos alunos, os três sócios acharam por bem procurar outro lugar. Em 2004, encontraram um terreno de 2,5 mil metros quadrados na Quadra 607 da avenida L2 Sul, ao preço de 2,2 milhões de reais.

Para viabilizar a compra, o grupo recorreu, então, ao Programa de Promoção do Desenvolvimento Econômico Integrado e Sustentável (Pró-DF II), criado pelo ex-governador Joaquim Roriz (PMDB). O Pró-DF II tem como objetivo gerar emprego e renda a partir de benefícios fiscais dados aos empresários, principalmente os de pequeno porte. Para isso, o governo do Distrito Federal diminui impostos e dá descontos de até 80% no valor do terreno a ser utilizado pelo empresário. O subsecretário do programa, Engels Rego, não sabe explicar como o IDP foi enquadrado na rubrica de “setor produtivo”.

De acordo com o subsecretário, pelos parâmetros atuais, definidos no governo Arruda, o IDP não teria recebido um terreno na L2 Sul, área central do Plano Piloto de Brasília, onde praticamente não há mais espaços disponíveis. “A política da secretaria nessa gestão é incentivar o setor produtivo nas regiões administrativas, para desafogar o Plano Piloto e desenvolver as outras áreas da cidade”, afirma.

Autor de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra o Pró-DF II, por não concordar com a política de composição do conselho deliberativo do programa, o presidente da Federação das Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal (Fempe-DF), Sebastião Gabriel de Oliveira, conta jamais ter visto um micro e pequeno empresário local conseguir terreno no Plano Piloto, como o do prédio do IDP. “As micro e pequenas empresas nunca tiveram esse privilégio, a gente não tem cacife para isso”, garante.

Os três sócios do IDP assinaram o contrato com o Pró-DF II em 1º de setembro de 2004, quando Mendes já estava no STF. Os donos do instituto conseguiram enquadrar o negócio nos parâmetros do programa do governo distrital e obtiveram, ao fim do processo, o maior desconto possível, de 80%. Assim, o terreno, cujo preço original era de 2,2 milhões de reais, foi financiado, em cinco anos, por 440 mil reais – o preço de um apartamento de quatro quartos, no mesmo bairro.

A boa estrela, digamos, do IDP não parou de brilhar por aí. Em fevereiro de 2005, quando se iniciaram as obras no terreno da L2 Sul, o caixa do instituto, segundo o diretor-geral Luiz Fernandes, dispunha de 3 milhões de reais. O dinheiro, diz ele, não era suficiente para levantar o prédio totalmente, razão pela qual Fernandes teve de correr atrás de um empréstimo, inicialmente, sem sucesso. Quando o primeiro piso do edifício ficou pronto, organizou-se a chamada “festa da cumeeira”, com o tal churrasco assado sobre a laje pioneira. Um dos convidados, conta Luiz Fernandes, era um gerente do Banco do Brasil que, entre uma picanha e outra, quis saber de Inocêncio Coelho a razão de não haver nenhuma placa do banco na frente da obra. “Não tem placa porque não tem financiamento algum”, disse o sócio do IDP. Foi quando o gerente os aconselhou a procurar o Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO), gerido pelo Banco do Brasil e, normalmente, destinado a projetos muito diferentes dos propostos pelo instituto.

No primeiro balanço trimestral de 2008, o FCO liberou mais de 450 milhões de reais. Pouco mais de 190 milhões (40%) foram destinados a micro e pequenas empresas. As companhias de médio porte receberam 32%, ou 150 milhões de reais. A prioridade de investimento do fundo é, porém, o meio rural, que recebeu 278 milhões de reais (60%). O setor de comércio e serviços aparece apenas em terceiro lugar, com desembolso de 62 milhões de reais, ou 13% do fundo. Mesmo assim, e sem se encaixar exatamente no perfil, o IDP apresentou-se como “pequena empresa” do setor de serviços para solicitar o financiamento.

A política do FCO visa, preferencialmente, atividades comprometidas com a utilização intensiva de matérias-primas e mão-de-obra locais, sobretudo na produção de alimentos básicos. A análise dos pedidos de empréstimos leva em conta a preservação do meio ambiente e busca incentivar a criação de novos pólos de desenvolvimento capazes de reduzir as diferenças econômicas e sociais entre as regiões.

Ainda assim, graças ao churrasco da laje, o IDP conseguiu arrancar do fundo, com prazo de pagamento de dez anos, um financiamento de 3 milhões de reais, com base na rubrica “instalação, ampliação e modernização de estabelecimentos de ensino e de prática de esportes”. Como garantia para o empréstimo, diz Fernandes, os sócios ofereceram patrimônios pessoais. Mendes colocou à disposição do Banco do Brasil uma fazenda em Mato Grosso. Inocêncio Flores e Paulo Gonet, as casas onde moram, no Lago Sul de Brasília. Nenhum dos três atendeu aos pedidos de entrevista de CartaCapital. A assessoria de imprensa do presidente do STF deu, em particular, uma desculpa que até agora causa perplexidade. Segundo a assessoria, Mendes não costuma conceder entrevistas.

A escola tem 22 funcionários, segundo informação do diretor-geral. Os 87 professores anunciados no site não são contratados formalmente, mas profissionais requisitados para cursos específicos, pagos pelo sistema de Recebimento de Pagamento Autônomo (RPA). O corpo docente recebe, em média, 6 mil reais por mês, a depender do status acadêmico ou de poder de cada um.

Antes de ser inaugurado, em setembro de 2007, o prédio do IDP sofreu um embargo de seis meses da Secretaria de Desenvolvimento e Turismo (SDET) do Distrito Federal, comandada pelo maior empreiteiro da cidade, o vice-governador Paulo Octávio. Os fiscais da secretaria descobriram que a obra tinha avançado três metros além da altura máxima permitida pelo gabarito de ocupação da capital. Fernandes garante ter resolvido o assunto burocraticamente, sem interferência política.

Mendes, pelas limitações da Lei Orgânica da Magistratura, não ocupa cargo executivo no IDP, mas costuma fazer retiradas em dinheiro. Na última, pegou 20 mil reais. No STF, seu salário é de 24,5 mil reais por mês. Além disso, de acordo com Fernandes, o IDP tem restituído aos sócios, em parcelas mensais, 125 mil reais que cada um foi obrigado a desembolsar, no ano passado, para completar o dinheiro da obra do prédio.

O diretor-geral admite ter suspendido as pretensões de contratos com o STF, em 2006, quando veio a público a ligação de Mendes com o instituto. Isso não o impediu, porém, de fechar contratos com o STJ, de onde são oriundos sete professores do IDP. Nem no Senado Federal, onde a influência do presidente do STF ajudou a consultoria jurídica da Casa a escolher, sem licitação, o instituto em detrimento das propostas de três universidades, entre elas a Universidade de Brasília (UnB), onde muitos dos magistrados contratados pelo IDP também dão aula.

Há outros conflitos de interesses evidentes. O sistema de busca de processos no site do STF mostra que 35 professores do IDP, entre advogados, promotores e procuradores, têm ações em tramitação no Supremo. Ou seja, atuam como parte interessada em processos no tribunal atualmente dirigido por seu empregador.

O nome de um dos sócios de Mendes no instituto, Inocêncio Coelho, aparece 14 vezes na consulta ao site do tribunal.

* Colaboraram Filipe Coutinho e Phydia de Atahyde


enviada por Luiz - AlphaPlus



26/09/2008 12:45

A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA

Explicando o inexplicável mundo da ESPECULAÇÃO, Nathan Marion escreve um texto bem instrutivo.
Recebi esse texto por e-mail e decidi postar no BLOG.
O mais interessante é que o texto foi publicado no dia 11/04/2008, mas até parece que foi escrito hoje.
Aproveite, porque é uma aula de economia, daquilo que se deve evitar.

Copiado do link: http://www.administradores.com.br/home/nlcm/blog/


Mundo dos Negócios

Olá para todos.

Gostaria de começar esse blog, divulgando meu blog que trata de notícias recentes do mundo dos negócios. Um lugar aberto para discussões, conto com a presença de vocês lá.

O endereço é http://www.nomundodenegocios.blogspot.com/

Aqui vai um texto que achei muito interessante sobra a economia americana. Uma bela explicação da crise.

A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou pro Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares. Com os 800.000 dólares. Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou 3 casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares que Paul recebeu do banco, ele comprometeu: comprou carro novo (alemão) pra ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou tv de plasma de 636 polegadas, 43 notebooks, 1634 cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito. Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham liquidez O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil....parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e o Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre. Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa pra vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as das 3 casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, as das cuecas, dos notebooks, da tv de plasma e do cartão de crédito. Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as 3 casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou. Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das 3 casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul. Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as 3 casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseado nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó. Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos. Os imóveis eram as garantias dos empréstimos mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel, preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não havia compradores. Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou. Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado. O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir. O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do imposto de renda pago, visando incrementar o consumo porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão. O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que na semana passada o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, na segunda feira última, quebrado, insolvente. No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por 2 dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera na próxima segunda-feira. O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.


Agradeço a vistia...

http://www.nomundodenegocios.blogspot.com/ Entrem!!

Enviado por Nathan Marion às 01:03

enviada por Luiz - AlphaPlus



23/09/2008 16:25

GRAMPOS & ARAPONGAGENS

Na semana passada, quando deram no JN que a PF afirmou que aquelas maletas não poderiam ter sido utilizadas para fazer grampo telefônico, eu já sabia.

Se você duvida, procure no site do Azenha, no artigo "UMA OPERAÇÃO PARA LIVRAR DANTAS", do Luis Nassif, publicada em 08/09/2008.
(http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/uma-operacao-para-livrar-dantas/)

Lá, eu postei um comentário justamente afirmando que seria impossível fazer grampo nos telefones dos gabinetes do governo.

Veja abaixo meu comentário.

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Luiz - AlphaPlus (Polêmica S/A) (08/09/2008 - 11:56)
De telefonia eu entendo.... concordo que qualquer araponga pode ter acesso à rede e colocar um grampo dos mais vagabundo.
Mas, isso vale para a nossa rede de telefonia fixa, porque vem aquele parzinho de fios da central telefônica até a nossa casa.
O que explicaria o grampo na casa do senador ou da casa do ministro presidente do STF, mas nunca no ambiente dos gabinetes do governo, em que os telefones estão em um PABX.
A conexão sai da central telefônica em um meio de trasmissão de alta velocidade, digital, só sendo possível o grampo através de caros e complicados equipamentos.
Geralmente os telefones nos escritórios são pendurados no pabx através de conexão ISDN (RDSI, em português), que é digital e que também não permite grampo.
Ora, então como eles conseguiram grampear aquele dublê de presidente do STF Gilmar Mendes?
Se for com escutas no escritório, como nos filmes - microfones e câmeras escondidos - seria possível, mas isso já foi descartado pela PF, não?
Portanto, se houve grampo, esse grampo estava nas caixas de distribuição da rua, que conecta os telefones nas casas.
Dificilmente, nos gabinetes dos ministros e senadores, porque os pares não passam por caixas na rua.
Agora, esse tipo de arapongagem NUNCA seria feita pela PF ou ABIN.
Isso é serviço de detetivezinho, não de profissional.
Portanto, acredito mais de que se houve escuta, deve ter sido produzida pela própria VEJA ou pelo DD.
Se é para acusar sem provas, também faço as minhas acusações de graça.

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Minha acusação contra DD ou VEJA, não é que eles mesmos teriam colocado escutas telefônicas.
É muito mais fácil eles terem simulado uma escuta, convidando os 2 envolvidos, Gilmar e Torres, para uma sessão de simulação.
Pois, lembre-se que o conteúdo da gravação foi colocado no ar, no JN.
Se fosse só por escrito, a VEJA e o DD teriam feito tudo sozinhos, sem que outras pessoas tivessem de participar.
Toda a produção da denúncia e das "provas" ficariam somente nos escritórios.

É fácil gerar denúncias, certo?

Eu mesmo posso denunciar, já que estou protegido pela constituição e não preciso informar que são as fontes.

Achei muito intrigante a informação de que a VEJA já não teria mais as provas.

Como é que pode existir denúncia sem prova?

Partindo do mesmo princípio, "denúncia sem prova", "condenação antes do julgamento", surge agora um grupo de pessoas querendo uma lei eleitoral que impediça que candidatos que respondem processos não possam ser eleitos.
Esse é exatamente o caso da condenação antes do pronunciamento final da justiça.
Pelo que eu sei, já existem leis que impedem que pessoas condenadas, que estejam cumprindo pena, possam ser eleitos.
Mas, a condenação tem de ser a final.
Para aqueles que ainda cabe recurso, podem continuar a ser eleitos.
Por esse motivo, temos alguns MALUFs que continuam candidatos e se elegendo.


enviada por Luiz - AlphaPlus






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